15 anos
Jéssica repara no padrão de beleza na mídia que a cerca, nota que é diferente do que ela é, se sente mal por não se encaixar. Além disso, tem também alguns gostos e preferências diferentes da maioria das meninas da sua idade. Gosta de tecnologia, apesar de nunca ter tido computador em casa, já teve contato em uma lan-house do bairro, e gostou muito de além de pesquisar coisas, observa como os sites eram feitos, como era possível caber tanta coisa em algo tão pequeno? Não tinha com quem falar sobre isso, se sentia só.
Intersecção entre desigualdades em saúde, educação e gênero
Em uma sociedade tão moldada pelas noções de gênero e raça, as pessoas vivem cercadas por preconceitos e estereótipos. Como resultado, surgem reações e expectativas, conscientes ou não, que são baseadas em conceitos pré definidos de raça, gênero, sexualidade, e classe.
Estando inseridos nesse contexto simultaneamente racista e misógino, educadores (assim como pais e outros familiares) são impactados e reproduzem certas ideias, como a noção de que existem certos futuros mais adequadas para homens e outras mais adequadas para mulheres.
Poucos são as mães e os pais que não sonham que suas filhas se tornem programadoras, tampouco as meninas encontram muitas referências femininas nas áreas de exatas. Muitas meninas são desestimuladas ou impedidas de estudar, tanto por suas famílias como por políticas ou práticas culturais. A chegada da adolescência e o período menstrual são fatores que dificultam o acesso das meninas às escolas, em regiões que não dispõem de infraestrutura sanitária adequada ou acesso à informação sobre sexualidade.
A participação na economia familiar como cuidadoras das crianças mais novas e responsáveis pelos serviços domésticos dificultam ainda mais o acesso das garotas à educação formal e, futuramente, à profissionalização. Meninas que vivem em regiões rurais mais afastadas tem a questão do deslocamento como barreira física ao direito à educação. O casamento infantil e a gravidez são problemas mais graves que também afastam muitas garotas da escola, restringindo ainda mais suas possibilidades de escolha.
De acordo com as conclusões do relatório Situação da População Mundial – Mundos Distantes 2017 (UNFPA, 2017, pp. 68-71), o aumento das desigualdades e das falhas na proteção dos direitos, principalmente dos mais pobres, comprometem o desenvolvimento econômico dos países e são uma constante ameaça à paz.
Segundo o relatório, as desigualdades no trabalho e na remuneração em quase todo o mundo refletem – e são reforçadas – pelas desigualdades no acesso à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos. Desse modo, a retroalimentação das desigualdades empurra as mulheres e as crianças pobres para um ciclo contínuo de privação e de potencial humano perdido.
Inclusão acessível: ações para um mundo mais igualitário (UNFPA, 2017)

Referências bibliográficas
UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) (2017). Situação da População Mundial 2017: Mundos Distantes. Relatório. Nova York. Disponível em: <https://angola.unfpa.org/sites/default/files/pub-pdf/swop2017.pdf>. Acesso em: 06 dez. 2018.
Entreculturas
Informe rojo: Niñas libres de violencia. Derecho a la educación, garantía de igualdad
Publicado em setembro de 2018
“Las historias de vida en riesgo y vulneración de derechos humanos de las niñas son demasiado graves. El mundo globalizado e interdependiente en el que vivimos nos exige abrir los ojos y poner el foco en la violencia que mina los derechos de las niñas para que se desarrollen libres y vivan en igualdad.Partiendo de todo lo anterior, en este informe, Entreculturas analiza las relaciones entre el derecho a la educación y la violencia hacia las niñas como continuación y ampliación del análisis realizado en 2011 con el Informe Las niñas a clase, una cuestión de justicia.”
Mi mamá dice que la escuela no es para niñas
Unesco en español
Publicado 2 de novembro de 2018
Girl Rising (Official Trailer)
Girl Rising
Publicado em 22 de janeiro de 2013
“From Academy Award-nominated director Richard E. Robbins, award-winning Documentary Group, Vulcan Productions and Intel Corporation comes Girl Rising – an innovative feature film about the power of education to change a girl — and the world.”
Por Ser Menina – Plan International Brasil”
PlanBrasilTV
Publicado em 17 de setembro de 2013
Filme promocional da campanha “Por Ser Menina” – Brasil
Conteúdos multimídia desta seção
GIRL RISING. Girl Rising (Official Trailer). 2012. (2:26) Disponível em: <https://youtu.be/BJsvklXhYaE>. Acesso em: 13 dez. 2018
GLORIA ANGULO (Espanha). Niñas libres de violencia: Derecho a la educación, garantía de igualdad. Madrid: Iarriccio Artes Gráficas, 2018. 187 p. Disponível em: <https://www.entreculturas.org/sites/default/files/ninas_libres_de_violencia_v-onlinelinks.pdf>. Acesso em: 13 dez. 2018.
MALALA FUND ([s.i.]). Malala’s Story. 2018. Disponível em: <https://www.malala.org/malalas-story>. Acesso em: 13 dez. 2018.
PLANBRASILTV. Por Ser Menina – Plan International Brasil. 2013. (2:55) Disponível em: <https://youtu.be/E3gjHiDO_P0>. Acesso em: 13 dez. 2018
UNESCO EN ESPAÑOL. Mi mamá dice que la escuela no es para niñas. 2018. (1:00) Disponível em: <https://youtu.be/2Umb2D7mRD4>. Acesso em: 13 dez. 2018
